Especialistas em saúde do BID são apresentados ao modelo de PPP do Hospital do Subúrbio

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O secretário Jorge Solla e a diretora médica do HS conversaram com os especialistas em saúde do BID

“Podemos ver aqui uma experiência pioneira sendo implantada”. A declaração do especialista sênior em saúde do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Frederico Guanais, revela o caráter inovador do modelo de parceria público-privada (PPP) do Hospital do Subúrbio (HS) e a boa impressão deixada pela unidade hospitalar poucas horas após a chegada do especialista ao HS. Frederico Guanais e mais cinco especialistas em saúde da Divisão de Proteção Social e Saúde do BID, além da diretora administrativa da Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo (SP), Odete Gialdi, visitaram o hospital na terça-feira, 6 de dezembro, com o objetivo de conhecerem o processo de instalação da PPP, o seu modelo assistencial e estrutura física.

Acompanhados de Jorge Oliveira, presidente da Prodal Saúde (concessionária que gere a unidade hospitalar), de integrantes do corpo diretor do HS, e da assessora especial do secretário estadual da Saúde, Mara Souza, os visitantes foram apresentados às vantagens da modelagem de PPP e aos principais aspectos do projeto de concessão administrativa para gestão do HS, como o prazo contratual de 10 anos (prorrogável) e a obrigação de o parceiro privado investir R$ 60 milhões em equipamentos no mesmo período de tempo. O secretário Jorge Solla compareceu ao encontro e ouviu dos especialistas do BID comentários positivos e elogiosos sobre o hospital.

Segundo Mara Souza, que explicou as razões da opção do Estado por um projeto inovador na área da saúde, uma das premissas era “estabelecer um novo paradigma de qualidade, planejado e inserido na Rede de Atenção à Saúde”. E para garantir um alto nível qualitativo na prestação dos serviços assistenciais aos usuários, indicadores rigorosos e avaliações constantes por parte do parceiro público foram definidos e dispostos em contrato.

A existência de oito pacotes de indicadores qualitativos estimula a equipe do hospital “a ser mais profissional”, como observou a diretora administrativa da Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo, Odete Gialdi. Entretanto, o gerente médico do HS, Jorge Motta, ressaltou a necessidade de que esses indicadores sejam, no momento atual, ajustados para se adequarem à realidade da população, já que foram elaborados antes de se saber o real perfil do paciente atendido na unidade.

A possibilidade de se agir de modo flexível, diante das informações analisadas criteriosamente por profissionais do hospital que apontam a necessidade de ajustes nos indicadores, foi destacada pela especialista em saúde do BID, Ignez Tristao. Para ela, o modelo de PPP do Hospital do Subúrbio pode abrir caminhos para o surgimento de outras instituições de saúde similares nos demais estados brasileiros.

Acreditação e integração

O compromisso com a qualidade e segurança do atendimento foi ressaltado pelo gerente médico Jorge Motta, que falou sobre a busca pela acreditação da unidade, em setembro de 2012, através da Organização Nacional de Acreditação (ONA). A certificação também está entre as metas estabelecidas em contrato e que devem ser alcançadas pelo HS.

Em média, um hospital leva cinco anos para ser acreditado, conforme assinalou a especialista em saúde do BID, Beatriz Zurita. Mas para os profissionais do HS e para os visitantes, a meta não parece inatingível, diante do caráter de pioneirismo e capacidade de superação do hospital. “Existe entusiasmo por parte da equipe. Temos um corpo técnico e de ‘bata branca’ motivado”, afirmou a diretora médica do HS, Lícia Cavalcanti.

A atuação integrada entre estado e município, com base na área territorial do Distrito Sanitário, foi considerada de grande importância pela diretora médica. Ela defendeu a presença de uma rede de serviços de complexidades distintas, que incluiria as equipes de saúde da família, unidades de pronto atendimento (UPA), unidade ambulatorial especializada e, no topo da pirâmide de serviços, um hospital com assistência de nível terciário desempenhando ações de média e alta complexidade.

Uma estruturação como esta, apontada pela diretora, contribuiria para que a demanda excessiva existente hoje no HS, impulsionada pela deficiência na prestação de serviços da Rede Básica de Saúde, fosse evitada. “Ainda há desafios a serem enfrentados em relação à rede primária de saúde para que ela cumpra seu importante papel”, reforçou o especialista do BID, Frederico Guanais.

Também estiveram presentes compondo a equipe de especialistas em saúde do BID, Rita Sório, Diana Pinto e Gustavo Zuleta, que salientou a importância da gestão da clínica (“bata branca”) no modelo de PPP do hospital, considerando-a um exemplo a ser seguido. Os profissionais do BID ainda fizeram menção à qualidade dos serviços observada durante a visita.