Encontro com lideranças do Subúrbio reforça parceria entre HS e comunidade

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Líderes comunitários reunidos com a diretora médica (de jaleco) e a coordenadora do Serviço Social (de azul)

Estreitar o relacionamento com a comunidade do Subúrbio Ferroviário, conhecer as suas demandas e esclarecer o perfil de atendimento do Hospital do Subúrbio (HS). Esses foram os objetivos da reunião realizada na segunda-feira, 5 de setembro, na sala de treinamento do HS, com a diretora médica do hospital, Lícia Cavalcanti, a coordenadora do Serviço Social, Aline Grimaldi, e representantes de Ilha Amarela, Rio Sena e Estrada Velha do Cabrito/Parque São Bartolomeu.
No encontro, os líderes comunitários do Subúrbio tomaram conhecimento da existência de metas quantitativas e qualitativas a serem cumpridas pelo HS, em virtude do contrato de concessão administrativa do hospital, fator importante para assegurar uma boa assistência ao usuário. Como exemplo dessas metas, a diretora médica do HS citou a obrigatoriedade de realização de um número significativo de atendimentos e exames, a obtenção de elevado grau de satisfação do usuário e reduzida taxa de infecção hospitalar.
Líder da comunidade do Rio Sena, Cecília Santana expressou o seu contentamento com a qualidade da assistência prestada pelo HS. “O Hospital do Subúrbio é motivo de orgulho para nós que moramos na região. O atendimento aqui é maravilhoso”, enfatizou. Também morador do Rio Sena e presidente da associação cultural Arca de Olorum, Carlos Alberto Bimbau reiterou as palavras de Cecília e mencionou os casos de duas pessoas, conhecidas suas, que foram bem atendidas no hospital.

Parceria

O acolhimento por meio da classificação de risco também foi explicado aos representantes do Subúrbio. O modelo de assistência determina a prioridade de atendimento de acordo com a gravidade do caso, e não pela ordem de chegada do paciente. A diretora Lícia Cavalcanti ressaltou que a ausência de unidades de pronto atendimento (UPAs), que recebam pacientes menos graves fora do perfil do HS, contribui para provocar uma superlotação indesejada do hospital. Para que essa demanda por serviços de saúde seja absorvida pelas UPAs, os representantes da região concordaram ser imprescindível a atuação organizada da comunidade para pleitear junto ao Poder Público a construção de unidades de pronto atendimento na localidade.
Agente comunitária de saúde, mobilizadora social do Movimento de Cultura Popular do Subúrbio Ferroviário e moradora da Estrada do Cabrito/Parque São Bartolomeu, Iraci Cerqueira de Jesus conhece as dificuldades de quem precisa de assistência em postos de saúde da área, já que trabalha em um deles. “Falta material e higienização”, afirmou.
O respeito à coisa pública foi outro tema discutido no encontro. Por se tratar de um patrimônio da população, os usuários devem se comportar de forma condizente com o que requer o ambiente hospitalar e preservar a sua estrutura. “Qualquer hospital necessita de normas para que funcione bem”, disse Lícia Cavalcanti, em uma referência a condutas inadequadas praticadas por alguns acompanhantes. Com o intuito de conscientizar visitantes e acompanhantes e esclarecer as normas do HS, profissionais de Enfermagem, Psicologia e Serviço Social promovem reuniões periódicas com estes usuários.
O vice-presidente da Associação de Moradores de Ilha Amarela, José Gilson, ainda apontou a falta de linhas de ônibus que façam o percurso até o HS, o que dificulta o acesso dos usuários à unidade. O mesmo problema enfrentam os colaboradores do hospital, como salientou a diretora Lícia Cavalcanti. Diante da falta do transporte público coletivo, foi preciso contratar vans para facilitar o deslocamento dos funcionários do HS, as quais realizam os trajetos entre o hospital e pontos de ônibus nos arredores.
A oportunidade de se aproximarem da equipe do Hospital do Subúrbio foi valorizada pelos participantes da reunião. “Qualquer administrador de equipamentos públicos tem que favorecer um espaço de diálogo com as comunidades”, declarou Raimilton Carvalho, morador da região do Parque São Bartolomeu e integrante do Movimento de Cultura Popular do Subúrbio. O desejo de estreitar os laços com a comunidade e de que os representantes atuem como multiplicadores do perfil do hospital, além de que sejam dirimidas todas as dúvidas, foi reforçado pela coordenadora do Serviço Social, Aline Grimaldi. “Queremos atuar em parceria com a comunidade”, destacou.