Líderes comunitários mostram satisfação com o HS em audiência pública

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A diretora médica, Lícia Cavalcanti, falou sobre o HS: “Temos um grande sentimento de dignidade humana”

“Graças a Deus estamos sendo bem atendidos no Hospital do Subúrbio quando chegamos com nossas dificuldades”. A fala de Tânia Regina de Oliveira, uma dentre as dezenas de lideranças comunitárias do Subúrbio Ferroviário que compareceram à audiência pública no Colégio Estadual Lindemberg Cardoso, no bairro do Rio Sena, no dia 13 de agosto, não foi a única a destacar a boa qualidade do serviço prestado na unidade hospitalar. O depoimento de Tânia Regina somou-se a outros de moradores e integrantes de associações de bairros da região que expressaram gratidão com a presença de representantes do Hospital do Subúrbio (HS) no encontro.
Para o líder comunitário Marcos Coroa, membro do Sistema Integrado de Atendimento Regional (Siga) XVII, “o Hospital do Subúrbio está fazendo o seu papel e ainda promove o atendimento que o município devia dar”. Ele parabenizou a Direção do hospital pelo trabalho que vem sendo realizado e mostrou que conhece muito bem o perfil do HS, de urgência e emergência, e o seu modelo de acolhimento por classificação de risco. “Tem gente que está com uma simples dor de cabeça ou dor de barriga e vai para o hospital, ao invés de receber atendimento em um posto de saúde”, exemplificou.
O mesmo entendimento foi compartilhado com o público pela conselheira municipal de Saúde, Marli Bandão. “O atendimento no Hospital do Subúrbio é para casos de alta complexidade. A baixa complexidade é da competência do Município que não está fazendo o seu trabalho”, revelou Marli, que defende uma causa nobre: a construção de um hospital municipal, ainda inexistente em Salvador.

Atendimentos

Diante dos comentários positivos acerca do HS, a diretora médica da unidade, Lícia Cavalcanti, reforçou o compromisso do hospital com a população e a importância de estreitarem os laços, por meio de uma relação de parceria com a comunidade. “Queremos ser exemplo de assistência para a população. Chegamos aqui para ajudá-los. Esse patrimônio precisa ser zelado”, afirmou a diretora. Segundo ela, melhorar cada vez mais a qualidade da assistência é uma tarefa diária. “Temos, no hospital, um sentimento grande de dignidade humana”, pontuou.
O número elevado de pacientes atendidos no HS também foi destacado por Lícia Cavalcanti como uma preocupação, já que o fato de trabalhar acima de sua capacidade pode interferir na qualidade dos serviços. Com uma média de 366 pacientes atendidos diariamente, o hospital, que ainda completará um ano de funcionamento em setembro, já se encontra em superlotação. “A maior parte desses pacientes deveria ter sido atendida em unidades de saúde mais simples. O HS veio para ser uma retaguarda das Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs”, explicou a diretora médica.
Vereadora responsável por conduzir a audiência pública, Vânia Galvão lembrou que as UPAs “poderiam desafogar nossas emergências se estivessem em pleno funcionamento. Anunciadas há dois anos, ainda não foram construídas”. O subcoordenador do Distrito Sanitário do Subúrbio Ferroviário (DSSF), Danilo Santos, foi claro ao afirmar que “o grande desafio do município é resolver a questão da Saúde Básica. Hoje, só conseguimos dar conta de 53% da demanda populacional do Subúrbio”. Ele ressaltou a contribuição significativa do HS – que vem recebendo pacientes fora do seu perfil – no atendimento à população e a parceria com o DSSF.

Reivindicações

Embora os pronunciamentos de moradores da região do Subúrbio tenham exaltado a assistência prestada aos usuários do HS, a comunidade está insatisfeita com a ausência de linhas de ônibus que atendam a área do hospital. Integrante do Movimento de Mulheres na região do HS e do Fórum de Entidades Representativas do Subúrbio Ferroviário (Fersub), Eliana de Souza chamou a atenção para a dificuldade de deslocamento de ida e volta para o hospital. “Apenas o ‘amarelinho’ passa no local. Precisamos de outras linhas alternativas de ônibus”, apontou.
Demais lideranças comunitárias reclamaram da precariedade dos serviços de iluminação, de coleta de lixo, entrega de correspondências via Correios e de esgotamento sanitário, das cobranças excessivas nas contas de água, falta de espaços de lazer para crianças e jovens, e ruas sem asfaltamento. “Como podemos exercer nossa cidadania numa situação dessas?”, questionou o membro do Fersub e líder comunitário, Alberto Santos.
Para ouvir as demandas da população e buscar soluções para os problemas, estavam presentes na audiência pública representantes da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Secretaria Municipal dos Transportes e Infra-Estrutura (Setin), Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) e Correios. O encontro foi promovido pela vereadora Vânia Galvão, a pedido do Fersub e de associações de bairros do Subúrbio Ferroviário.